04/08/2020 08:48

Socorro ao transporte coletivo depende do governo

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Em dificuldades financeiras, que se agravaram com a pandemia do novo coronavíus e acumulando prejuízos com a redução significativa do número de passageiros, com o risco de colapso no setor, as empresas de transporte coletivo do País terão que esperar mais pelo socorro financeiro do governo federal. Isto porque, a Câmara dos Deputados não votou nessa quarta-feira, o projeto que estima repassar recursos da ordem de R$ 4 bilhões para o transporte público se manter em atividade neste período. A proposta só deve entrar na pauta depois de acordo da Câmara com o governo. A expectativa é de que ocorra na próxima semana. 

Em Montes Claros, o Consórcio Mocbus, integrado pela Alprino e Solaris, que acumula prejuízos financeiros de mais de R$ 4 milhões desde o início da pandemia, vive a expectativa de aprovação do projeto para ter condições de continuar operando. Sem ajuda financeira do Município, até o momento, o setor não descarta a possibilidade de paralisar as atividades, a qualquer momento, mesmo consciente de que o serviço é essencial para a população. O que as empresas arrecadam, desde o início da pandemia, não é suficiente para cobrir os custos de operação. 

COBRANÇA - Deputados aproveitaram a sessão do Plenário da Câmara dessa quarta-feira, 29, para cobrar a votação de proposta que injete recursos em empresas de transporte público coletivo por conta dos impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM-RJ, afirmou que o tema entrará na pauta se os parlamentares chegarem a um acordo com o governo federal. 

Ele lembrou que uma ajuda de R$ 4 bilhões para os sistemas de transporte coletivo nos estados foi incluída na Medida Provisória 938/ 20, mas retirada após críticas de deputados. O tema passou a constar no Projeto de Lei 3909/20, do deputado Elias Vaz, do PSB-GO. “É preciso apresentar um texto sobre a questão do transporte em diálogo com o governo para que, na próxima semana, possamos votar baseados nas condições orçamentárias do governo federal”, disse Maia. 

Elias Vaz afirmou que o transporte coletivo necessita de ajuda, assim como o setor aéreo. “É um setor que já vinha em crise e que, evidentemente, teve uma queda brutal no número de passageiros. E é óbvio que isso tem comprometido muito a situação dessa atividade”, declarou. A proposta de Vaz está apensada ao Projeto de Lei 3363/20, do deputado Fábio Schiochet, do PSL-SC, que institui regime tributário especial para empresas do transporte público urbano e metropolitano durante a pandemia de Covid-19.

 

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