29/10/2020 04:45

CASABLANCA

Dário Cotrim

A história do cinema, em todos os sentidos, não pode ser contada sem mencionar o filme Casablanca, que nasceu mais como um filme de propaganda política do que mesmo como uma história de amor apaixonante. É uma película em preto e branco e foi passado em um bar - Café do Rick's - na cidade que lhe empresta o nome, em Marrocos. O filme foi estrelado por Humphrey Bogart, que fez o papel do dono do bar e a belíssima atriz Ingrid Bergman, que antes já havia tido com ele um caso amoroso na cidade de Paris. Também a participação de Paul Henreid Claude Rains Conrad Veidt Sydney Greenstreet Peter Lorre em papéis secundários, mas não menos importantes para o sucesso de Hollywood, pois eles valorizaram sobremaneira o drama romântico durante uma manifestação angustiante sobre a II Guerra Mundial. A música tem assinatura do excepcional Max Steiner, que dispensa comentários, e ela entraria para sempre no mundo musical da eternidade. O filme Casablanca estreou em 1942 e se tornou um clássico do cinema e foi eleito o melhor roteiro da história do cinema, em uma votação realizada pelo Writers Guild of America, órgão que reúne os mais importantes roteiristas de Hollywood. 

Assisti a Casablanca mais de uma vez. Rever o filme depois de um longo tempo é salutar, pois o espectador tem a oportunidade de descobrir fatos inerentes as tradições e os costumes do povo marroquino e, nas entrelinhas, as mensagens que são direcionadas ao público amante do cinema. Apesar de ser um filme do tempo da guerra, não há a presença de escaramuças entre os refugiados e os agentes da SS alemã. Entretanto, não foi apenas a comovente história de amor entre o dono do bar Rick's Blaine (Humphrey Bogart) e a belíssima Ilsa Lund (Ingrid Bergman) que o filme se tornou uma lendo do cinema, mas os diálogos sobre o envolvimento deles quando Ilsa súplica ao pianista Sam que tocasse outra vez aquela a modinha dos tempos de Paris ou, como se diz: "o mundo está desmoronando e nós nos apaixonamos". Era a canção As Time Goes By, que foi cantada por Dooley Wilson, ao som do piano por ele mesmo dedilhado. 

Nem tudo em Casablanca pode ser visto como perfeito. Há, em regra geral, muitas dúvidas e senões no roteiro apresentado, não obstante ter sido o mais premiado na história do cinema. Em particular eu diria que o final do filme foi como uma ducha de água fria em cima de minha cabeça. Nada aconteceu como eu previa ou imaginava. Na verdade pegaram em mim uma peça, que acostumado com o final feliz entre os artistas fiquei atônito. Confesso que eu entedia um desenlace onde Ilsa Lund ficasse nos braços de Rick, mas não foi isso que aconteceu. Na sequência dos fatos a vida nos ensina que nem tudo que queremos e desejamos deve acontecer do nosso modo, até porque, o empresário Rick sempre foi um playboy livre e solto e constantemente esteve rodeado de belas amantes. 

E, por falar em belas mulheres, é preciso registrar que a beleza de Ingrid Bergman é singular. Certamente que as telonas do cinema nunca mais apresentará outra tão bela quanto ela; um rostinho apessoado, um sorriso alindado, um olhar meigo e discreto, um corpo elegante e bem torneado, uma mulher perfeita e completa em todos os sentidos. É ela uma verdadeira estrela de "capa de revista", assim como diríamos nos bastidores da vida. Só em razão da beleza de Ingrid Bergman valerá a pena ver e rever o filme outras vezes mais. 

IHGMC

 

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