23/01/2021 12:06

A difícil corrida para as prefeituras

GUSTAVO MAMELUQUE

A disputa eleitoral começa de fato, agora, com o Programa Eleitoral Gratuito. Humberto Souto terá o maior tempo na TV e rádio. Quase o dobro da sua principal concorrente Leninha. E o triplo do Ex-prefeito Muniz, que ainda está no páreo; embora na lanterna. Se compararmos com os “Cavalinhos dos Fantástico” e o Campeonato Brasileiro podemos dizer que HS saiu disparado na frente, perdendo apenas para o bom desempenho de Kalil em BH com 62% de dianteira segundo Pesquisa IBOPE/TV Globo. Pelo comando das maiores cidades do país terá uma profusão de candidaturas e um desenho partidário diferente do ocorrido há quatro anos. 

Nas restantes, em que encabeça uma aliança, a coligação em geral é formada por partidos médios ou pequenos de esquerda, sem presença robusta do centro que transitou em sua órbita durante as gestões de Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016). O PT definiu que o ex-deputado federal e ex-secretário de Transportes da capital paulista Jilmar Tatto, 54 anos, como candidato do partido à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais deste ano. 

Aliado a isso, partidos identificados ao bolsonarismo avançam para o topo do ranking de número de candidatos, embora eles também reúnam concorrentes com um grau maior ainda de isolamento, o que é um indicativo de candidaturas frágeis. 

Segundo o Mapeamento do Jornal Folha de são Paulo publicado em 6/10/20 o estudo do DATAFOLHA, devidamente registrada na Justiça Eleitoral, abrange 95 municípios que, por terem mais de 200 mil eleitores, podem ter segundo turno caso nenhum dos candidatos consiga a maioria dos votos válidos. A lista inclui 25 capitais e outras 70 cidades — ao todo, 40% da população brasileira mora nesses locais. 

Há quatro anos, a polarização nacional entre o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda se refletia nos grandes centros urbanos. Isso levava esses dois partidos a serem os campeões no número de candidaturas competitivas nessas cidades, quase 60 cada um — ressalvado o PSOL, que lançou mais candidatos ainda, mas como forma de marcar posição, não conseguindo eleger ninguém. 

Fernando Haddad, principal aposta da sigla, não conseguiu se reeleger em São Paulo. O partido perdeu ainda mais da metade das prefeituras que havia ganho em 2012. 

Candidaturas competitivas nas principais cidades do país. Na maior delas, porém, Jilmar Tatto está isolado, sua candidatura não tem apoio formal de nenhum partido, e ele ficou com apenas 2% das intenções de voto em pesquisa Datafolha — deixando pelo menos por ora o papel de protagonista da esquerda na disputa para Guilherme Boulos (PSOL), que teve 8%.

 

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