23/01/2021 10:28

Geração Y: exigente e inovadora

DULCE DE ALMEIDA TORRES (*) 

Uma geração que está entre nós já há algum tempo, mas que ainda não foi devidamente reconhecida pela sociedade atual: a Geração Y. 

É um seleto grupo que tem entre 18 e 35 anos, possui espírito inovador e capacidade investigativa, cultiva novas formas de relacionamento, comunicação e aprendizado, domina informática, aprecia a autonomia e consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. Se alguém possui esse perfil, se enquadra no que os sociólogos chamam de “Geração do Milênio, Net ou Y”. Esses jovens formam uma legião que, só no Brasil, já conta com 55 milhões de mentes inquietas que têm como uma das principais características o fato de estarem totalmente inseridos no contexto das transformações sociais e tecnológicas que levaram à popularização da Internet. 

Essa geração, acostumada ao “tempo real”, que vive conectada ao mundo em rede, que inventou as “selfies”, e que oscila entre múltiplos relacionamentos virtuais ainda não está totalmente compreendida. São jovens conhecidos por serem extremamente ansiosos, com sentimento de autoestima fortemente elevado e por terem presenciado o surgimento do mundo digital, pois estão sempre ligados ao celular e se utilizam de uma gama de termos peculiares dos quais tentarei fazer uso neste texto.

Todas as formas de interação e de comunicação são feitas “de boa” por meio de dispositivos (tablets, smartphones, etc). Mas um contato online apenas não lhes é suficiente e executam várias coisas ao mesmo tempo, dada à sua facilidade, versatilidade e familiaridade com essas ferramentas. São acostumados à rapidez e à velocidade na chegada das informações. 

São bastante exigentes nesse quesito, pois estão acostumados a ter essas informações em mãos já que solicitadas, com o simples “clicar” de um botão. Afinal, foi assim que a sua vida começou. 

Tudo se complica e “a parada fica sinistra” quando os “Y”, autênticos nativos digitais, invadem o mercado de trabalho em busca de um lugar ao sol, de uma oportunidade profissional, pois terão que conviver com seu oposto, a “Geração X” (pessoas nascidas na década de 60) e que pensam completamente diferente. Esse entrosamento é difícil e demorado. Os “y” desejam, sim, trabalhar por prazer. E não é só isso... gostam de trabalhar “tipo” menos formal, ou seja, “bem manero” com jornadas flexíveis que lhes permita, “tipo” não apenas trabalhar das 8h às 18h, mas preocupar-se em saber o que produzirão entre esses horários. O que importa é fazer aquilo que gostam, é a sua realização pessoal. Se não houver essa realização, para eles, “não rola”, ou seja, não vale o investimento na profissão. Projetos são seu foco e a criatividade, a sua mola propulsora.

 

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