29/10/2020 04:12

Colégio São José se reinventa e mantém estudantes conectados

Devido às transformações promovidas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), todo o mundo teve que se adaptar ao “novo normal”. Ou seria “novo diferente”. Muitos setores foram afetadas e tiveram que se reinventar, seguindo o curso natural os serviços essenciais, com os devidos cuidados. Um dos setores mais atingidos foi o da educação, com paralisação das atividades, com alunos, professores e funcionários “ficando em casa”. Porém, surge uma luz no fim do túnel e as comunidades escolares já se mobilizam para manter conectar os atores, rezando para que a pandemia passe logo e todos possam voltar a ter o contato real. Por enquanto, o contato tem sido virtual. 

Um dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino do Norte de Minas, o Colégio Marista São José abriu, no último dia 9, a 27ª edição dos Jogos Internos Maristas (JIM), movimentando os alunos do Maristinha, da pré-escola ao 5º ano. As atividades remotas tiveram continuidade no sábado, mobilizando o ensino fundamental 1, do 6º ano ao ensino médio (3º ano), tudo virtualmente. À exceção ficou para a entrega de lembranças do Colégio Marista São José às famílias dos alunos, com comparecimento de cerca de 900 veículos ao educandário. 

A abertura virtual dos JIMI contou com depoimento do lendário educador físico João Bispo, o folclórico Bonga, que tem uma ligação muito forte nas áreas educacional e esportiva de Montes Claros. Ele fez um histórico dos Jogos Internos Marista (JIM), que começa ram há 27 anos, na gestão do então diretor Irmão Eugênio. Nessas quase três décadas, foram milhares de jogos nas modalidades de atletismo, basquete, vôlei, futsal, futebol de campo, xadrez, tênis de mês, entre outras modalidades. 

Professor Bonga relembrou os desfiles de abertura pelas ruas centrais da cidade, com as crianças menores, acompanhadas pelos pais, sendo conduzidas no Trenzinho Alegria, sempre ornamentado com motivos temáticos e personagens infantis. O educador físico lembrou também que uma fanfarra vinha de Belo Horizonte para abrilhantar a abertura dos jogos, que podem ter sofrido uma pausa por causa da pandemia, mas que sempre foram e continuarão sendo carros-chefes do Colégio Marista São José como forte aliados na formação física, mental, pessoal, familiar e profissional de seus estudantes. 

O professor Bonga também fez questão de exaltar o imprescindível apoio da diretora Fátima Rodrigues à seara esportiva do Colégio Marista, que serviu de escola para outros estabelecimentos de ensino, que também passaram realizar jogos internos. O educador frisa que o São José sempre participou e vai participar das competições realizadas na cidade e da tradicional Olimpíada Marista (Olimar), que mobiliza todos os colégios maristas do Brasil. Segundo Bonga, o esporte é uma das essências do ensino no Colégio São José, citando que o educandário tem o mais intenso recreio da cidade, com disputas de jogos diários nas modalidades de futebol, futsal, handebol, vôlei, peteca e basquete. Voltando à atualidade, o educador físico informa que, neste momento de pandemia, lançou um desafio virtual para os alunos do fundamental, valendo bombons para quem acertar as perguntas. Além disso, o corpo de educadores físicos do colégio, integrado pelos professores Tânia, Roney, Neto, Tô, Érica e Clayton, vem ministrando, virtualmente, atividades físicas e esportivas para os estudantes. 

Finalizando, o professor Bonga relatou como foi a abertura real dos JIM, com os devidos cuidados. O acendimento da pira olímpica foi feito pela aluna Mariana, acompanhada pelos pais Mazinho e Michele, pais do aluno e atleta Pedro, que faleceu, recentemente, vítima de leucemia. O juramento do atleta foi feito pelos alunos Felipe Mameluque e Maria Tereza, do ensino médio. A abertura contou ainda com execução do Hino Nacional e apresentação da Banda Lexe, comandada por Gustavo Barreto e João Ícaro.

 

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