23/01/2021 10:01

Deputados cobram mais apoio da Cemig

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O papel da Cemig no desenvolvimento econômico do Estado e ponderações sobre a privatização da empresa, como deseja o governo, foram pontos destacados por deputados nessa segunda-feira, no último dia de reuniões do Projeto Assembleia Fiscaliza 2020. Integrantes da Bancada do Norte de Minas na Casa, os deputados Gil Pereira, do PSD e Carlos Pimenta, do PDT, criticaram a atuação da Cemig, acusando-a de dificultar a implantação de projetos para fortalecer a economia regional com a geração de centenas de novos empregos diretos. 

Os deputados sabatinaram na Assembleia Legislativa o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando de Avelar, que fez uma apresentação das ações da pasta ao longo do ano e foi cobrado acerca de maior apoio a investimentos em fontes de energia limpa e de maior disponibilidade de linhas de financiamento pelo Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG). 

As colocações quanto à atuação da Cemig foram ponto em comum das intervenções de Gil Pereira Carlos Pimenta. Para ambos, a Cemig tem sido empecilho ao desenvolvimento do Estado, especialmente do Norte de Minas. Contudo, houve ressalvas à privatização da empresa, sem antes modernizá-la. Para Gil Pereira, o Estado avançou em alguns pontos em prol do desenvolvimento da economia, mas a Cemig não estaria dando vazão à geração e distribuição de energia a empreendimentos já instalados ou em instalação no Estado, e que dependeriam da energia da empresa. Citou como exemplos projetos nos municípios de Bocaiúva e Januária. 

“O Norte de Minas vem sendo prejudicado mais uma vez, com dezenas de plantas paradas, algumas há seis meses”, criticou. “Se não der para privatizar logo a Cemig, que é um processo demorado, que se pense então em algum modelo de gestão até lá, ou numa parceria público privada”, defendeu o político do PSD. 

Já Carlos Pimenta considerou que o banco do Estado “ainda é uma caixa preta inexplorável” e defendeu que ele esteja mais disponível aos empreendedores. Quanto à Cemig, se referiu à empresa como “enferrujada e presa a um modelo dos anos 60, focado em hidrelétricas”. 

Segundo ainda disse o parlamentar, a Cemig seria o primeiro obstáculo à implementação de projetos de geração de energia limpa, vindo na sequência a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad), que segundo ele “demora anos para liberar projetos”. “Mas a Cemig precisa se modernizar para ser mais ágil e eficaz antes de ser privatizada, senão vamos perder um burro de dinheiro, perder bilhões”, ressalvou Carlos Pimenta. 

SEM RECURSOS - Respondendo aos deputados, o secretário disse concordar com as colocações e ressaltou que a Cemig realmente precisa se modernizar. “Mas o caminho para isso acontecer é com uma privatização bemfeita”, disse. Fernando de Avelar argumentou que o Estado, como acionista majoritário da Cemig, não possui recursos para investir na modernização da empresa, e que a solução seria mesmo sua privatização. 

Carlos Pimenta rebateu, dizendo que ainda faltaria muito para ser convencido pelo governo sobre a privatização da Cemig nesse cenário. Por outro lado, o secretário frisou que até 2022 está prevista a implantação de mais 80 subestações da Cemig, das quais um terço aproximadamente vai contemplar as regiões Norte e Nordeste de Minas, as mais reclamadas pelos deputados.

 

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