17/01/2021 12:58

Sinalização para 2022

HÉLIO MACHADO (*) 

O resultado das eleições municipais, encerradas nesse domingo com o segundo turno nas capitais e em outras cidades com mais de 200 mil eleitores, não foi dos melhores para a oposição ao Palácio do Planalto. Com raras exceções, partidos do campo de esquerda não foram bem sucedidos nas urnas, o que a deixa fragilizada para a disputa eleitoral de 2022, sobretudo para a Presidência da República. Pelo menos do ponto de vista teórico sem nome de maior peso e densidade político-eleitoral para concorrer à sucessão do presidente Jair Bolsonaro – sem partido – com chances de vencê-lo. 

Embora perdendo apoio gradual do eleitor, ao longo dos anos, o MDB ainda se mantém em primeiro lugar no ranking de partidos mais fortes em nível nacional. Continua com o maior número de prefeituras, assim como nas eleições passadas. O partido, porém, elegeu 251 prefeitos a menos em comparação com 2016 (caiu de 1.035 para 784). Em seguida, PP e PSD completam o pódio do Executivo municipal, com 685 e 654 prefeitos eleitos, respectivamente. Ambos partidos registraram alta em relação a 2016. 

Além disso, em 5º lugar, o DEM foi à sigla que mais cresceu em números absolutos na comparação com quatro anos atrás. O número de prefeituras pulou de 266 para 464 – o que equivale a uma subida de 75%. Desse total, quatro são prefeitos de capitais. O PSDB ocupa a 4ª posição do ranking, com 520 prefeitos eleitos. Nas grandes cidades, com mais de 200 mil eleitores, PSDB, MDB, DEM e PSD vão administrar o maior número de prefeituras. 

Considerando a variação percentual, as legendas que mais cresceram foram Avante (583%), Patriota (277%), Podemos (252%) e PSL (200%). Por outro lado, as maiores baixas ficaram com siglas que conquistaram apenas uma única prefeitura – PTC (-94%), DC (-88%) e PMB (-67%). Em números absolutos, os partidos que mais perderam prefeituras foram PSDB (- 265), MDB (-251) e PSB (-151). O PSDB havia aumentado a quantidade de prefeituras em 2016, ano em que ocorreu o impeachment de Dilma Rousseff. Na época, elegeu 785 prefeitos. Em 2020, foram 520. O PT, que ocupou a Presidência da República de 2003 a 2016, registrou mais uma queda. Em 2012, o PT conseguiu 630 prefeitos. Em 2016, esse número foi de 254 (uma queda de 60% em comparação com 2012). Agora são 183 prefeituras (redução de 28% em comparação com 2016).

 

Atendimento Online pelo WhatsApp