09/08/2022 08:15

Saúde inicia descentralização de programa

Numa ação conjunta da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), o Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte e o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS) iniciará, nesta terça-feira (5/ 7), na microrregião de Salinas, a 1ª capacitação de referências técnicas municipais para a descentralização das atividades do Programa de Controle da Febre Amarela. A microrregião, que é composta por seis municípios, é a primeira do Estado a iniciar a execução de ações que atualmente são implementadas pela SES-MG, entre elas a coleta de vísceras de macacos encontrados mortos, para análise laboratorial. 

“A descentralização das atividades do Programa de Controle da Febre Amarela começa a ser implementado no Norte de Minas num momento oportuno, uma vez que, nos últimos anos, tivemos confirmada a ocorrência da doença em primatas não humanos em municípios da região. Com a capacitação de referências técnicas de controle de endemias e de vigilância em saúde, vamos agilizar os processos de coleta de amostras para análise laboratorial e, consequentemente, a investigação de casos. Isso possibilitará à SES-MG agir com maior rapidez junto com os municípios visando conter a disseminação da doença”, ressalta a coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes. 

Até quinta-feira (7), referências técnicas dos municípios de Salinas, Fruta de Leite, Novorizonte, Padre Carvalho, Rubelita e de Santa Cruz de Salinas participarão de aulas teóricas e práticas sobre coleta, armazenamento e transporte de vísceras de primatas. Também será abordada a identificação e capacitação de agentes para a vigilância de epizootias e entomologia para o controle da febre amarela; potencialização da comunicação do risco para as tomadas de decisões, com a utilização do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-GEO). 

Outro tema a ser abordado será a articulação das vigilâncias epidemiológica, ambiental e de imunização, visando potencializar o aumento das coberturas vacinais contra a febre amarela nos municípios. Agna Menezes observa que Minas Gerais é uma região de risco para a ocorrência de surtos da febre amarela. Dois deles ocorreram entre 2016 e 2018. A letalidade variou de 34,1% a 33,5% nos dois períodos, nas regiões dos vales do Rio Doce e Mucuri; Região Metropolitana de Belo Horizonte; Zona da Mata; Campo das Vertentes; Oeste e Sudoeste de Minas. 

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, nos últimos três anos têm ocorrido o recrudescimento da morte de macacos no Estado. De 20 epizootias confirmadas, 90% ocorreram na macrorregião de saúde do Norte de Minas. Em 2020 as epizootias foram registradas em Unaí e Juramento. 

No ano seguinte foram registradas mortes de animais em Belo Horizonte e Curvelo, bem como nos municípios norte-mineiros de Brasília de Minas, Coração de Jesus, Icaraí de Minas, São João da Lagoa e Ubaí. Já neste ano as epizootias ocorreram nos municípios de Brasília de Minas e Ubaí e em Itapagipe (Triângulo Mineiro).

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